sábado, 14 de janeiro de 2017

Rodas de Leitura 2017 / Reading circles 2017

Endereços onde são realizadas as Rodas de leitura em 2017:
Ateliê do Coletivo 308
Rua Paschoalina Migliorini, 131 - Ponte Grande - Guarulhos  

Livraria Nobel no Espaço Novo Mundo
Avenida Salgado Filho, 1453 - Centro - Guarulhos

As Rodas de Leitura tem dois momentos: 
1) A leitura individual do título do mês e 
2) O encontro nos espaços e datas citados. 


Ciclo Imigrantes

Fevereiro
Espaço 308: 11 (sábado)
Espaço Novo Mundo: 15 (4a.feira)
MACHADO, Alcântara. Brás, Bexiga e Barra Funda.
Edição de domínio público. Várias editoras

Os onze contos presentes nesta obra são um riquíssimo retrato da vida urbana e operária da cidade de São Paulo nos anos 1910 a 1920. As rápidas narrativas retratam o cotidiano, a cultura e o linguajar das famílias de imigrantes italianos que viviam nos bairros que dão nome à obra. 
De leitura rápida e fácil, Brás, Bexiga e Barra Funda encanta, diverte e emociona seus leitores, que rapidamente se identificam com os carismáticos e alegres personagens retratados por Alcântara Machado.


Março
Espaço Novo Mundo: 14(4a.feira)
Espaço 308: 18 (sábado)


MIGUEL, Salim, Nur na escuridão. Rio de Janeiro, Record. 2008. 320p.

Este romance autobiográfico conta a saga de uma família libanesa que emigra para o Brasil em 1927 e se estabelece em Santa Catarina. O romancista. contista e jornalista Salim Miguel. que tinha pouco mais de três anos quando desembarcou no porto do Rio de Janeiro. confere realismo e emoção à bela história num texto cinematográfico.

Abril
Espaço 308: 8 (sábado)
Espaço Novo Mundo: 12 (4a.feira)



AZEVEDO, Francisco. Arroz de Palma. Rio de Janeiro, Record. 2015. 368p.

Primeiro romance a tratar da imigração portuguesa para o Brasil no século XX, este livro narra a saga de uma família em busca de um futuro melhor, superando diversas dificuldades. Nos cem anos em que acompanhamos a vida desta família, irmãos brigam e fazem as pazes. Uns casam e são felizes, outros se separam. Os filhos ora preocupam, ora dão satisfação. Tudo sempre acompanhado pelo arroz jogado no casamento dos patriarcas da família, em 1908, e que serve de fio condutor a esta história.
O arroz de palma é um romance delicado, que emociona e comove. Uma nostalgia por um tempo em que a família abrigava as pessoas. Um ideal que, portugueses ou não, todos herdamos.



Maio:
Espaço 308: 13 (sábado)
Espaço Novo Mundo: 17 (4a.feira)




HEMON, Aleksandar. O projeto Lazarus. Rio de Janeiro, Rocco. 2009. 304p.

Em 'O projeto Lazarus', Alekandar escreve sobre as dores acidentais, unindo duas vidas separadas no tempo e no espaço. A obra é uma continuação da sua visão sobre a decadência do imigrante no mundo pós-moderno. Em 1908, Chicago é palco da morte de Lazarus Averbuch, um imigrante do leste europeu, de 19 anos, que trabalhava empacotando ovos e vivia com a irmã mais velha, assassinado friamente pela polícia por sua pretensa ligação com os anarquistas. Cerca de cem anos depois, Chicago é o lar que aflige Vladimir Brik, um escritor bósnio atormentado pela crise de identidade e sua condição de outsider - desencantado pela sua vocação, o país natal e, sobretudo, com a América 'das oportunidades', mas encantado pela história de Lazarus, revivido pelas pesquisas, depoimentos de sua irmã e das cartas que ela escreve à família.

Junho
Espaço 308: 10 (sábado)
Espaço Novo Mundo: 14 (4a.feira)


OTSUKA, Julie. O Buda no sótão. São Paulo, Grua. 2014. 144p.

Tinham os cabelos negros e longos e não eram muito altas. A mais nova tinha 12 anos, a mais velha, 37. Algumas vinham do campo e nunca haviam visto o mar. Não conheciam seus maridos, e pelas fotografias os imaginavam belos e prósperos, e estavam certas de que lhes garantiriam uma vida melhor. Eles haviam emigrado antes do Japão para a costa oeste dos Estados Unidos. A narrativa vai do choque da chegada a San Francisco, na década de 1910, passando pelo nascer e crescer dos filhos, que falam apenas inglês, até a deportação para áreas militares, os chamados campos de exclusão durante a Segunda Guerra Mundial. Deixar para trás os costumes, a língua, a família, um amor, e enfrentar uma realidade sempre dura, tão diferentes das fotografias e dos sonhos no navio. Esposas de homens que mal conhecem, trabalhadoras incansáveis, mães, avós, papéis desempenhados ao longo de tantas vidas narradas em coro. 


Julho
Espaço 308: 15 (sábado)
Espaço Novo Mundo: 19 (4a.feira)




LAHIRI, Jhumpa. Aguapés. São Paulo, Globo. 2014. 440p.

Neste novo país enorme, parecia não haver lugar para o país anterior. Não havia nenhuma ligação entre os dois; a única ligação era ele. Aqui a vida deixava de tolhê-lo ou de atacá-lo. Aqui a humanidade não estava sempre empurrando, forçando, correndo como que perseguida por um fogaréu.” Dificilmente outras palavras narrariam tão bem a sensação de estar em outro país, o choque cultural, a memória longe, “em casa”. E o que é uma casa afinal? 

Pelas aventuras e escolhas de Subhash e Udayan Mitra, um nos Estados Unidos e outro na Índia, acompanhamos o quanto a perspectiva pessoal e subjetiva desses dois irmãos ecoa em uma base histórica, da fundação da Índia como um todo e de sua relação com os ingleses e com a língua inglesa, em que as geografias são reatualizadas a cada instante. 

Ciclo Os animais e nós

Agosto
Espaço 308: 12 (sábado)
Espaço Novo Mundo: 16 (4a.feira)

LONDON, Jack.  Caninos brancos. São Paulo, Penquin Companhia, 2014. 296p.

Caninos Brancos é um lobo nascido no território de Yukon, no norte congelado do Canadá, durante a corrida do ouro que atraiu milhares de garimpeiros para a região. Capturado antes de completar um ano de idade, é usado como puxador de trenó e obrigado a lutar pela sobrevivência em uma matilha hostil. Mais tarde repassado a um dono inescrupuloso, é transformado em cão de rinha e, mesmo depois de resgatado desse universo de violência, ainda precisa de um último ato de heroísmo para conseguir sua redenção e finalmente encontrar seu lugar no mundo. Em Caninos Brancos (1906) Jack London narra a história d e um animal que precisa suprimir seus instintos para sobreviver na civilização


Setembro
Espaço 308: 9 (sábado)
Espaço Novo Mundo: 13 (4a.feira)


WOOLF, Virginia. Flush: memórias de um cão. Porto Alegre, L&PM. 160p.


Virginia Woolf era uma escritora consagrada quando concebeu Flush, em 1931. lMas em 1931, em pleno verão inglês, deparou-se com a figura de um cão inusitadamente vivo e esperto que brotava da correspondência entre os célebres poetas vitorianos Elizabeth Barrett e Robert Browning. "A imagem do cachorro deles me fez rir tanto que não pude deixar de dar-lhe vida", confessou ela a uma amiga para explicar a gênese do seu mais bem-humorado livro. Publicado pela primeira vez na Inglaterra em outubro de 1933, Flush é a deliciosa e inusitada biografia de um cão. Mostra aventuras e mistérios da existência percebidos através dos olhos do melhor amigo do homem. O personagem central dessa história é um cocker spaniel de origem inglesa. De quebra, Virginia Woolf aproveita para tecer, em estilo deliciosamemente espirituoso e bem-humorado, ácidos comentários sobre a sociedade inglesa e vitoriana e seus valores.

Outubro
Espaço 308: 7 (sábado)
Espaço Novo Mundo: 11 (4a.feira)


APPLEGATE, Katherine. O grande Ivan. Ribeirão Preto, Irado. 288p.

Inspirado na história real de um gorila pintor que viveu grande parte de sua vida na vitrine de um shopping center. O livro aborda a proteção aos animais. A história é contada sob a visão de um gorila. Uma história emocionante, que ajuda os pais a ensinarem a seus filhos sobre ecologia através da sensibilidade e do lúdico.

Novembro
Espaço 308: 18 (sábado)
Espaço Novo Mundo: 22 (4a.feira)


BOULLE, Pierre. O planeta dos macacos. São Paulo, Aleph. 2015. 216p.

Em pouco tempo, os desbravadores do espaço descobrem a terrível verdade: nesse mundo, seus pares humanos não passam de bestas selvagens a serviço da espécie dominante... os macacos. Desde as primeiras páginas até o surpreendente final – ainda mais impactante que a famosa cena final do filme de 1968 –, O planeta dos macacos é um romance de tirar o fôlego, temperado com boa dose de sátira. Nele, o autor revisita algumas das questões mais antigas da humanidade: O que define o homem? O que nos diferencia dos animais? Quem são os verdadeiros inimigos de nossa espécie


Dezembro
Espaço 308: 9 (sábado)
Espaço Novo Mundo: 13 (4a.feira)


BOWEN, James. Um gato de rua chamado Bob. Ribeirão Preto, Novo Conceito. 2014. 240p.


JAMES É UM músico de rua lutando para reerguer-se.

BOB É UM GATO de rua à procura de um lugar quente para dormir. 

Quando James encontra Bob no corredor de seu prédio, não tem ideia do quanto sua vida está prestes a mudar. Ele, despretensiosamente, cuida de Bob e, depois, permite que o gato siga seu caminho, imaginando que nunca o verá novamente. Mas Bob jamais o abandonaria...

Um gato de rua chamado Bob é uma sensação internacional, permaneceu na lista dos mais vendidos na Inglaterra por 52 semanas consecutivas e foi publicado em 26 países ao redor do mundo. 

Uma história comovente de superação sobre uma improvável amizade entre um homem e o gato que o adotou e transformou sua vida completamente.

Rodas de Leitura 2016: Ciclo envelhecimento

Endereços onde são realizadas as Rodas de leitura em 2016:



  • Ateliê do Coletivo 308: Rua Paschoalina Migliorini, 131 - Ponte Grande - Guarulhos  
  • Livraria Nobel no Espaço Novo Mundo: Avenida Salgado Filho, 1453 - Centro - Guarulhos

As Rodas de Leitura tem dois momentos: a leitura individual do título do mês e o encontro nos espaços e datas citados. Confiram o calendário abaixo, façam suas leituras e visitem-nos! Vocês serão muito bem-vindos.

Fevereiro
Ateliê do Coletivo 308: 13, sábado, às 16h
Espaço Novo Mundo: 17, 4a.feira, às 19h

Março
Ateliê Coletivo 308: 12, sábado, às 16h
Espaço Novo Mundo: 16, 4a.feira, às 19h


Abril
Ateliê do Coletivo 308: 9, sábado, às 16h
Espaço Novo Mundo: 20, 4a.feira, às 19h

Maio
Ateliê do Coletivo 308: 14, sábado, às 16h
Espaço Novo Mundo: 18, 4a.feira, às 19h

Junho
Ateliê do Coletivo 308: 11, sábado, às 16h
Espaço Novo Mundo: 15, 4a.feira, às 19h 

Julho
Ateliê do Coletivo 308: 16, sábado, às 16h
Espaço Novo Mundo: 20, 4a.feira, às 19h


Agosto
Ateliê do Coletivo 308: 13, sábado, às 16h
Espaço Novo Mundo: 17, 4a.feira, às 19h



Setembro
Ateliê do Coletivo 308: 10, sábado, às 16h
Espaço Novo Mundo: 14, 4a.feira, às 19h



Outubro:
Ateliê do Coletivo 308: 15, sábado, às 16h
Espaço Novo Mundo: 19, 4a.feira, às 19h


Novembro:
Ateliê do Coletivo 308: 19, sábado, às 16h
Espaço 308: 23, 4a.feira, às 19h



Dezembro:
Ateliê do Coletivo 308: 17, sábado, às 16h
Espaço Novo Mundo: 21, 4a.feira, às 19h

Rodas de Leitura 2014-2015: Ciclo Aventuras da escrita

O ciclo  As aventuras da escrita divide-se em 5 temas com três títulos cada:

  • Memórias da 2a. Guerra
  • Carolina Maria de Jesus e sua influência
  • Biografias (fictícias?) de escritores brasileiros
  • Aventuras da escrita
  • Conselhos de quem chegou lá
***

2014
As aventuras da escrita
Tema 1: 
Memórias da 2a.Guerra

JUNHO
Espaço 308: 07 (sábado) 16h
Espaço Novo Mundo: 10 (3a.feira) 19h



SHAEFFER, Mary Ann, BARROWS, Annie; tradução de Léa Viveiros de Castro
A sociedade literária e a torta de casca de batatas
Rio de Janeiro, Rocco, 2009. 304p.

O título conta a história de Juliet Ashton, uma escritora em busca de um tema para seu próximo livro. Ela acaba encontrando-o na carta de um desconhecido de Guernsey, Dawsey Adams, que entra em contato com a jornalista para fazer uma consulta bibliográfica. Começa aí uma intensa troca de cartas a partir da qual é possível identificar o gosto literário de cada um e o impacto transformador que a guerra teve na vida de todos. As correspondências despertam o interesse de Juliet sobre a distante localidade e narram o envolvimento dos moradores no clube de leituras – a Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata –, além de servirem de ponto de partida para o próximo livro da escritora britânica.


JULHO
Espaço 308: 05 (sábado) 16h
Espaço Novo Mundo: 08 (3a.feira) 19h



Frank, Anne. O diário de Anne Frank 
Rio de Janeiro, Record, 352p.

O DIÁRIO DE ANNE FRANK, publicado originalmente em 1947, se tornou um dos relatos mais impressionantes das atrocidades e horrores cometidos contra os judeus durante a Segunda Guerra Mundial. A força da narrativa desta adolescente — que mesmo com sua pouca experiência de vida foi capaz de escrever um testemunho de humanidade e tolerância — a tornaria uma das figuras mais conhecidas do século XX. Agora, seis décadas após ter sido escrito, o diário é finalmente publicado na íntegra. A nova edição traz um caderno de fotos, além de vários trechos inéditos.

AGOSTO
Espaço 308: 16 (sábado, 16h)
Espaço Novo Mundo: 19 (3a.feira, 19h)



IBUSE, Masuji. Chuva negra 
São Paulo, Estação Liberdade, 328p.

Publicado originalmente em 1965, o romance revela como a experiência traumática da bomba atômica que atingiu Hiroshima em 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, permanece atual como expressão dos vários reflexos de um evento atroz na experiência pessoal de cada vítima e na história da humanidade em geral.
Na trama, passados quase cinco anos da explosão, Shigematsu Shizuma e sua mulher, Shigeko, ambos com os sintomas daqueles que foram expostos à radioatividade, tentam arranjar um casamento para a sobrinha Yasuko. O boato de que também ela estaria contaminada, porém, afasta os pretendentes. Para provar que os comentários são infundados, o tio decide transcrever o diário da sobrinha daquela época, além de seu próprio e o da esposa, mas os escritos provam que a jovem esteve sob a chuva negra a caminho de Hiroshima.
Tema 2: 
Carolina Maria de Jesus e sua influência

SETEMBRO
Espaço 308: 13 (sábado) 16h
Espaço Novo Mundo: 16 (3a.feira, 19h)



JESUS, Carolina Maria de Jesus. Quarto de despejo. 
São Paulo, Ática, 176p. (Sinal aberto)
O duro cotidiano dos favelados ganha uma dimensão universal no diário de uma catadora de lixo. Com linguagem simples, ela conta o que viveu, sem artifícios ou fantasias.

OUTUBRO
Espaço 308: 11 (sábado) 16h
Espaço Novo Mundo: 14 (3a.feira) 19h





Saphire. Preciosa. 
Rio de Janeiro, Record. 192p.


Claireece Precious Jones suportou inimagináveis dificuldades em sua curta trajetória. Abusada pela mãe, estuprada pelo pai, ela cresce pobre, obesa, embrutecida, analfabeta, desprezada e, no geral, ignorada. Em seu próprio dialeto, ela se revela para os leitores: as humilhações constantes, os sonhos desfeitos e a resignação com que enfrenta a própria vida.
No Harlem, o reino dos sem voz, mora com a mãe, mulher solitária e cruel que assiste a TV incessantemente, devora toda a comida que Precious prepara e a submete suas tiradas raivosas. Apesar de tudo, a adolescente suporta a mãe com paciência surpreendente e segue em frente, tentando contornar os problemas do dia a dia com a cabeça erguida. E sonha com uma vida de celebridade, coberta de jóias, vestidos de luxo e um namorado bonitão.
Mas por causa da gravidez é forçada a abandonar a escola — o último e precário vínculo que a ligava ao restante do mundo — e é convidada a frequentar um centro de aprendizado alternativo. Ali, no fim da linha, está a senhorita Rain, uma jovem professora, radical e batalhadora por meio da qual Precious terá a possibilidade de recuperar sua voz e sua dignidade, descobrindo um mundo novo no qual poderá finalmente entender os próprios sentimentos e se expressar de uma maneira que nunca antes havia imaginado.

NOVEMBRO
Espaço 308: 15 (sábado) 16h
Espaço Novo Mundo: 11 (3a.feira) 19h


SACOLINHA. 
Como a água do rio.
Rio de Janeiro, Aeroplano, 216p. (Tramas urbanas)

Relatando suas experiências com os livros, Sacolinha procura mostrar a muitas pessoas o que o hábito da leitura pode fazer pela vida de alguém. Nascido em São Paulo, Sacolinha conta como começou seu contato com os livros, encarou um vasto mundo de possibilidades e transformou-se em um dos principais agitadores culturais de seu tempo.
Para a antropóloga e pesquisadora da produção cultural da periferia, Érica Peçanha, que assina a quarta capa, Sacolinha é “um autor que fez da articulação uma palavra-chave em seu vocabulário e uma marca da sua trajetória. Entre leituras à luz de velas e experiências de gestão cultural, em pouco menos de três décadas de vida já lançou cinco livros de ficção e agora publica sua autobiografia. Em tempos de glamorização de jovens, negros e pobres que contrariam estereótipos, a narrativa de Sacolinha se distingue por não apelar para a vitimização. Nada na história aqui registrada é linear, gradual ou previsível. Um convite ao percurso por um rio de águas correntes e sempre abundantes”.
Tema 3: 
Biografias (fictícias?) de escritores

DEZEMBRO
Espaço 308: 06 (sábado) 16h
Espaço Novo Mundo: 09 (3a.feira) 19h

TAHAN, Vivência Bretas. 
Cora coragem, Cora poesia
São Paulo, Global, 240p.
A biografia romanceada, forma preferida por Vicência, lhe permite adotar as liberdades de criação, peculiar à ficção, sem trair a fidelidade aos fatos, aumentando o interesse e a comunicação com o leitor. A vida narrada como uma novela, tão do agrado do leitor brasileiro. Assim, os episódios são vistos com um certo distanciamento, mas recriados com ternura, muito típica da autora, que se revela sobretudo nos momentos mais difíceis da vida da biografada, como a sua fuga de casa com um homem separado da esposa, a sua integração numa sociedade muito diferente da goiana, onde logo circula a sua condição de mulher não casada, um fato terrível naquelas primeiras décadas do século XX, a sua aceitação pela sociedade, numa espécie de metáfora da própria vida de Cora, uma história de superação.

***
2015

JANEIRO
Espaço 308: 17 (Sábado) 16h


SANTOS, Joel Rufino dos Santos
Claros sussurros de celestes ventos
Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2012, 182p.
No livro, Joel Rufino inventa que dois dos maiores escritores negros do Brasil, Lima Barreto e Cruz e Sousa, se encontraram algumas vezes e que algumas de suas criaturas, como a Olga, do Policarpo Quaresma, e a Núbia, de Broquéis, continuam suas vidas em novos tempos e lugares. Pode ser lido como um romance histórico da revolução paulista de 32, do modernismo, das cidades mortas do vale do Paraíba, da crise de 29. Ou apenas como uma intensa ficção, em que o próprio estilo poético é personagem.

FEVEREIRO
Espaço Novo Mundo: 24 (3a.feira) 19h
Espaço 308: 28 (Sábado) 16h



MIRANDA, Ana
A última quimera
São Paulo, Companhia das Letras, 2013, 323p.

Com sua rara habilidade de trazer até o presente o sentimento vivo do passado, Ana Miranda debruça-se neste livro sobre a vida e a obra de Augusto dos Anjos (1884-1914), o poeta que surpreendeu nosso mundo literário ao misturar a objetividade do cientificismo com os mais profundos sentimentos do ser humano. Lastreada por uma ampla pesquisa histórica, a autora não só dá corpo poético às inquietações metafísicas que consumiam o jovem poeta, como traça um quadro impecável dos costumes e principais acontecimentos da época: os descaminhos da República, as disputas políticas, a Revolta da Chibata, a modernização do Rio de Janeiro, o duelo entre Olavo Bilac e Raul Pompéia, a onipresente influência francesa, etc. O resultado é um panorama vivo de um dos momentos mais fascinantes de nossa história recente, numa obra literária instigante e memorável. 









Tema 4: 
Aventuras da escrita


MARÇO
Espaço 308: 14 (Sábado) 9h30
Espaço Novo 



REZENDE, Maria Valéria
Quarenta dias 
Rio de Janeiro, Alfaguara, 2014. 248p.
“Quarenta dias no deserto, quarenta anos.” É o que diz (ou escreve) Alice, a narradora de Quarenta dias, romance magistral de Maria Valéria Rezende, ao anotar num caderno escolar pautado, com a imagem da boneca Barbie na capa, seu mergulho gradual em dias de desespero, perdida numa periferia empobrecida que ela não conhece, à procura de um rapaz que ela não sabe ao certo se existe.
Alice é uma professora aposentada, que mantinha uma vida pacata em João Pessoa até ser obrigada pela filha a deixar tudo para trás e se mudar a Porto Alegre. Mas uma reviravolta familiar a deixa abandonada à própria sorte, numa cidade que lhe é estranha, e impossibilitada de voltar ao antigo lar. Ao saber que Cícero Araújo, filho de uma conhecida da Paraíba, desapareceu em algum lugar dali, ela se lança numa busca frenética, que a levará às raias da insanidade. “Eu não contava mais horas nem dias”, escreve Alice em Quarenta dias, um relato emocional e profundo. “Guiavam-me o amanhecer e o entardecer, a chuva, o frio, o sol, a fome que se resolvia com qualquer coisa, não mais de dez reais por dia (...) Onde andaria o filho de Socorro?, a que bando estranho se havia juntado, em que praça ficara esquecido?”
ABRIL
Espaço 308: 11 (Sábado) 9h30
Espaço Novo Mundo: 14 (3a.feira) 19h



Gaarder, Joosten. 
O dia do curinga
São Paulo, Companhia de Bolso. 2007. 344p.

"Você já pensou que num baralho existem muitas cartas de copas e de ouros, outras tantas de espadas e de paus, mas que existe apenas um curinga?", pergunta à sua mãe certa vez a jovem protagonista de O mundo de Sofia.
Esse é o ponto de partida deste outro livro de Jostein Gaarder: a história de um garoto chamado Hans-Thomas e seu pai, que cruzam a Europa, da Noruega à Grécia, à procura da mulher que os deixou oito anos antes. No meio da viagem, um livro misterioso desencadeia uma narrativa paralela, em que mitos gregos, maldições de família, náufragos e cartas de baralho que ganham vida transformam a viagem de Hans-Thomas numa autêntica iniciação à busca do conhecimento - ou à filosofia.O dia do Curinga é a história de muitas viagens fantásticas que se entrelaçam numa viagem única e ainda mais fantástica - e que só pode ser feita por um grande aventureiro: o leitor.

MAIO 
Espaço 308: 09 (Sábado) 9h30
Espaço Novo Mundo: 12 (3a.feira) 19h


WINCHESTER, Simon
O professor e o louco: uma história de assassinato e loucura durante a elaboração do dicionário Oxford
São Paulo, Companhia de Bolso, 2009. 240p.
No século XVIII, época de descobertas científicas e de expansão dos ideais iluministas, a Inglaterra encontrava-se extremamente atrasada nos estudos da própria língua. Enquanto França, Itália e Alemanha já possuíam livros e instituições dedicados à filologia, autores como Daniel Defoe e Jonathan Swift eram obrigados a se virar sem um dicionário que fixasse a língua inglesa. Obras como o maravilhoso A dictionary of the English language (1755), de Samuel Johnson, vieram suprir a falta prolongada desde os tempos de Shakespeare, que no século XVI teve de escrever suas peças sem um único livro ao qual pudesse recorrer para consultar a grafia ou o significado de uma palavra. 
Mas foi apenas no ano de 1857, em plena era vitoriana, que a ideia de um dicionário que abrangesse a língua inglesa como um todo, desde a preposição mais corriqueira até o substantivo mais longo e obscuro, veio à tona. Partindo de alguns preceitos já usados por Johnson, o New English Dictionary - futuro Oxford English Dictionary - usaria citações (literárias ou não) para ilustrar o sentido, a origem e as mudanças sofridas ao longo do tempo no significado de todas as palavras anglo-saxônicas. 
O uso de voluntários para empreender tamanho projeto foi uma iniciativa necessária e inovadora em sua época, e foi também o que permitiu o encontro de duas figuras fascinantes: o filólogo autodidata James Murray, irlandês de origem humilde, que dedicou quarenta anos à edição do OED, e o americano de família rica e tradicional, William Chester Minor, médico promissor e dedicado que teve de passar a maior parte da vida entre os muros de um hospital psiquiátrico e de lá foi um dos colaboradores mais profícuos e eruditos do dicionário. 
Com uma prosa simples e apaixonada, de quem descobre com o leitor a profusão de histórias que existe por trás dos setenta anos da elaboração do OED, Simon Winchester mergulha na vida desses dois personagens profundamente ligados àquele que é um dos maiores e mais importantes dicionários de todos os tempos.



Tema 5: 
Conselhos de quem chegou lá

JUNHO

Espaço 308: 06 (Sábado) 9h30
Espaço Novo Mundo: 17 (4a.feira) 19h




RILKE, Rainer Maria
Cartas a um jovem poeta
Porto Alegre, L&PM, 2006. 96p. (L&PM Pocket)

Paris, fevereiro de 1903. Rainer Maria Rilke (1875-1926) recebe uma carta de um jovem chamado Franz Kappus, que aspira tornar-se poeta e que pede conselhos ao já famoso escritor. Tal missiva dá início a uma troca de correspondência na qual Rilke responde aos questionamentos do rapaz e, muito mais do que isso, expõe suas opiniões sobre o que considerava os aspectos verdadeiros da vida. A criação artística, a necessidade de escrever, Deus, o sexo e o relacionamento entre os homens, o valor nulo da crítica e a solidão inelutável do ser humano: estas e outras questões são abordadas pelo maior poeta de língua alemã do século XX, em algumas das suas mais belas páginas de prosa.

JULHO
Espaço 308: 04 (Sábado) 16h
Espaço Novo Mundo: 08 (4a.feira) 19h




BRADBURY, Ray
Zen e a arte da escrita
São Paulo, Leya, 2011, 168p.

Neste livro exuberante, o incomparável Ray Bradbury compartilha sua sabedoria, experiência e estímulo de uma vida de escritor. Aqui estão dicas sobre a arte da escrita dadas por um mestre do ofício. Um livro que reúne tudo, desde encontrar ideias originais até desenvolver a própria voz e o estilo, bem como leituras, impressões da infância e os bastidores da notável carreira de Bradbury como um autor fecundo de romances, contos, poemas, roteiros de filmes e peças de teatro. O Zen e a arte da escrita é mais do que um simples manual para o aspirante a escritor, é uma celebração do ato da escrita, que vai encantar, exaltar e inspirar o escritor em você.
AGOSTO
Espaço 308: 15 (Sábado ) 16h 
Espaço Novo Mundo: 19 (4a.feira) 19h



GOLDBERG, Natalie
Escrevendo com a alma: liberte o escritor que há em você
São Paulo, Martins Fontes, 2008. 228p.

Escrevendo sob a perspectiva tanto de um experiente professor de redação como de um praticante do Zen, o livro de Natalie Goldberg tem como objetivo estimular escritores a confiar em si mesmos e pregar uma atitude complacente e generosa para com o ofício, ao mesmo tempo conferindo à disciplina seu devido papel. Segundo a autora, nós sonhamos poder contar as nossas histórias - descobrir nossa maneira de pensar, sentir e ver as coisas antes que a morte nos leve. A escrita é um caminho para nos encontrarmos e nos aproximarmos de nós mesmos. A obra mostra como a atividade de escrever traz mais confiança e ensina a despertar.