segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Curso de contação de histórias no Instituto Tomie Ohtake

http://www.institutotomieohtake.org.br/cultura_participacao/palestras_mesas_redondas - Acesso em 20.fev.2017


04, 11, 18 E 25 MARÇO E 01, 08 ABRIL 
DAS 8:30H ÀS 12:30H 
O Instituto Tomie Ohtake e a Arte Despertar oferecem, a partir de 4 de março, um curso gratuito de contação de histórias. A ideia é trabalhar a potencialidade das narrativas de literatura oral como uma ferramenta de aproximação, comunicação e expressão.
As narrativas fazem parte da história da humanidade e trazem em si valores, sonhos, conhecimentos, tradições culturais e sentimentos. Provoca, no contato com o outro, reflexões sobre questões comuns a todos os seres humanos.
Comandadas por uma dupla de experientes contadores de histórias, o curso apresentará fundamentos, técnicas e benefícios de se trabalhar a narrativa oral em diferentes ambientes, assim como a relevância da contação de histórias para o autoconhecimento e o desenvolvimento de competências e habilidades.
O conteúdo programático abordará os vários tipos de histórias - como lendas, mitos, fábulas, história de origem, contos de fadas, entre outros -, a relação com a música, as inúmeras abordagens possíveis para se contar uma história,técnicas como interpretação, oralidade e improvisação, e o papel do contador de história ao longo da história universal.
Serão 24 horas de atividades, divididas em seis aulas teóricas e práticas de 4h cada, nos dias 04/03, 11/03, 18/03, 25/03, 01/04 e 08/04, das 8h30 às 12h30. As atividades são gratuitas, abertas ao público em geral, e as vagas restritas a 25 alunos. As inscrições podem ser feitas a partir do dia 20/02.
Mais informações pelo e-mail setoreducativo@institutotomieohtake.org.br ou pelo telefone (11) 2245 1937.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

As três perguntas, de Jon Muth, baseado em conto de Liev Tolstoy


http://didyouknowfacts.com/books-will-teach-kids-kind/ - acesso em 29.janeiro.2017



MUTH, Jon; ilustrações do autor;  As três perguntas: baseado numa história de Liev Tolstoy. New York, Scholastic, 2002. 32p.

Tradução livre desta que vos escreve em fevereiro de 2017

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Era uma vez um garoto chamado Nikolai, que às vezes se sentia incerto acerca do modo certo de agir.
Eu quero ser uma boa pessoa – Disse ele a seus amigos – Mas nem sempre sei a melhor maneira de agir.
Os amigos de Nikolai compreenderam-no e quiseram ajudá-lo.
Se apenas eu pudesse achar as respostas para as minhas três perguntas – continuou Nikolai – Então eu sempre saberia o que fazer.

1. Qual é o melhor momento para agir?
2. Quem é a pessoa mais importante?
3. Qual é a coisa certa a fazer?

Os amigos de Nikolai consideraram sua primeira questão.
Então Sonia, a garça, disse:
Para saber o tempo certo para agir é preciso planejar antes.
Gogol, o macaco, que havia escavado entre as folhas para achar algo bom para comer, disse:
Você saberá quando agir se você observar e prestar bastante atenção.
Então Pushkin, o cachorro, que estava dormindo, rolou e disse:
Você não pode prestar atenção em tudo. Você precisa de um bando de amigos para manter a vigiância e te ajudar a decidir quando agir. Por exemplo, Gogol, um coco está prestes a cair em sua cabeça!

Nikolai pensou por um momento. Então fez sua segunda pergunta:

Quem é o mais importante?

Aquele que está mais próximo do ceu – rodopiando até lá.
Aquele que sabe como curar os doentes – disse Gogol, apalpando sua cabeça arranhada.
Aquele que faz as regras – rosnou Pushkin.

Nikolai pensou mais um pouco. Então ele fez sua terceira pergunta:

Qual é a coisa certa a fazer?

Voar – disse Sonia.
Divertir-se o tempo todo – riu Gogol.
Lutar – latiu Pushkin.

Então o garoto pensou por um longo tempo. Ele amava seus amigos e sabia que todos eles tentavam seu melhor para ajudá-lo a responder suas questões. Mas suas respostas não pareciam muito certas.

Então teve uma ideia:
Eu sei! Eu vou perguntar ao Leo, a tartaruga. Ele já viveu muito tempo. Certamente ele saberá as respostas que procuro.

Nikolai subiu sozinho às montanhas onde Leo vivia. Quando ele chegou, achou-o cavando um buraco no jardim. Leo era velho e cavar era difícil.
Nikolai disse:
Eu tenho três perguntas e vim para pedir sua ajuda.

1. Qual é o melhor momento para agir?
2. Quem é a pessoa mais importante?
3. Qual é a coisa certa a fazer?

Leo ouviu atentamente, mas só sorriu. Então ele voltou a cavar.
Nikolai disse:
Você deve estar cansado. Deixe-me ajudá-lo.
A tartaruga deu-lhe sua pá e agradeceu a ele.

E porque era mais fácil para um garoto cavar um buraco, Nikolai assim o fez até terminá-lo.
Mas, quando terminou, ventava furiosamente e a chuva explodiu das nuvens escuras.
Enquanto eles correram para se abrigar na casa de Leo, Nikolai ouviu um grito por socorro.

Ele desceu pelo caminho até a floresta, onde achou uma panda com a pata ferida por uma árvore que tinha caído.

Cuidadosamente Nikolai carregou-a até a casa de Leo e fez uma tala para a sua perna com um bastão de bambu.

A tempestade continuava, dava para perceber pelo barulho nas portas e janelas.
A panda acordou e disse:
Onde estou? Onde está o meu filhote?

O garoto saiu correndo e desceu pelo mesmo caminho que levava à floresta. O barulho da tempestade era terrível. Avançando contra o vento uivante e a chuva que o encharcava, ele correu para dentro da floresta. Lá ele achou o filhote da panda, molhado e tremendo de frio.

O pandinha estava assustado, mas vivo. Nikolai o carregou para dentro da casa e o secou, deitando-o nos braços de sua mãe.

Leo sorriu quando viu o que o garoto tinha feito.

Na manhã seguinte o sol esquentava tudo, os pássaros cantavam e tudo estava bem no mundo. A pata da mãe panda estava se curando direitinho e ela agradeceu a Nikolai por te-los salvo da tempestade.

Neste momento Sonia, Gogol e Pushkin chegaram para se certificar que tudo estava bem.

Nikolai seniu uma grande paz dentro de si. Ele tinha amigos maravilhosos. E ele tinha salvado a panda e seu filhote. Mas também se sentiu desapontado. Ele ainda não tinha achado as respostas para as suas três perguntas. Então ele perguntou a Leo mais uma vez.

A velha tartaruga olhou para o garoto e disse:
Mas suas três perguntas foram respondidas!
Foram?
Ontem, se você não tivesse ficado para me ajudar a cavar o meu jardim, você não teria ouvido os gritos da panda por socorro na tempestade. Então, o tempo mais importante foi aquele em que você cavou o jardim. O mais importante naquele momento era eu e a coisa mais importante a fazer era me ajudar com meu jardim.
Mais tarde, quando você socorreu a panda ferida, o tempo mais importante foi o tempo que você gastou consertando sua pata e salvando seu filhote. Os mais importantes foram a panda e seu filhote. E a coisa mais importante a fazer era cuidar deles e mantê-los seguros.

Lembre-se então de que há somente um tempo importante e este tempo é AGORA. O mais importante é sempre COM QUEM VOCÊ ESTÁ. E a coisa certa a fazer É FAZER O BEM A QUEM ESTÁ PERTO DE VOCÊ. Pois estas coisas, querido menino, são as respostas para o que é mais importante neste mundo. É por isso que estamos aqui.



terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Primeira aula de Sumi-e de 2017 / First class of Sumi-e in 2017


Olá, queridos leitores!
Compartilho fotos da produção na 1a. aula de Sumi-e de 2017.
Mais do que aprender formas novas, é bom aperfeiçoar a que já conheço!

Hello dear readers!
I share with you some pictures of what was produced in my first day at Sumi-e classes of Sumi-e in 2017 when instead of learning new shapes, I prefered to do better the themes I already learnt.








sábado, 4 de fevereiro de 2017

Treinando aquarela / Training watercolor


Olá, queridos leitores!
Noites e finais de semana são ótimos para... treinar aquarela!

Hello dear readers!
Nights and weekends are so good to... training how to paint watercolors!


Meu autorretrato favorito: eu, os gatos e as estantes cheias de livros.
Na pintura à esquerda eu usei aquarela Koh-i-noor, na pintura a direito usei aquarela Van Gogh.
My favorite self portrait: me, the cats and the full shelves.
In the painting in the left I used Koh-i-noor watercolor, in the painting in the right I used Van Gogh watercolor.


Aquarelas Koh-i-noor, canetas de nanquin