segunda-feira, 29 de abril de 2013

As flores que vencem o concreto / Flowers that overcome concrete

Olá, prezados leitores!
Estas fotos eu tirei de uma calçada da rua onde moro. 
Fiquei especialmente impressionada com este girassol, nascido debaixo de um portão, em plena calçada!!
Isso me fez lembrar do poema A flor e a náusea, de Carlos Drummond de Andrade que transcrevo abaixo das fotos, com o auxílio de alguns blogs, devidamente referenciados.
Uma semana excelente!

Hello dear readers!
This pictures were taken by me at the sidewalk in the street I live.
I was specially impressed with this sunflower, born under a porch in the sidewalk!
It reminded me the poem The flower and the nausea, which I register under the pictures. I took both the original Portuguese and the English translation thanks to some other blogs.
A very good week!!









Carlos Drummond de Andrade. Originalmente publicado em A rosa do povo (1945)


A flor e a náusea

Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me?

Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.

Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.

Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.

Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erra, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.

Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de l9l8 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.

Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.

Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.

Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
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THE FLOWER AND THE NAUSEA

Carlos Drummond de Andrade / 
Translation by Dilip Loundo

Bound to my class and a few clothes,
I walk in white along the grey street.
Melancholies, goods peep at me.
Should I proceed till nausea?
Can I, unarmed, rise in rebellion?

Dirty eyes over the tower clock :
No, the time of complete justice has not come.
It's still time of excrements, bad poems, hallucinations and
wait.
The poor time and the poor poet
get fused in the same impasse.

In vain I try to explain, the walls are deaf.
There are ciphers and codes beneath the skin of the words.
The sun comforts the sick but it doesn't renew them.
Things. How sad are things when given no emphasis.

Vomit this tedium over the city.
Forty years and not a single problem
was solved, not even formulated.
Not a single letter was written or received.
All men return home.
They're less free yet they carry newspapers
and spell out the world, knowing they're losing it.

Earthly crimes, how can one forgive them?
I took part in many, others I concealed.
I found some fine, they were publicised.
Mild crimes that help one to live.
Daily rations of error delivered at home.
Fierce bakers of evil.
Fierce milkmen of evil.

Set everything on fire, including myself.
They called the little boy of 1918 an anarchist.
Yet, hatred is my very best.
I survive on it
and hold out to a few, a minimum of hope.

A flower was born in the street!
Trams, buses, steel river of traffic : stay away.
A flower, still pale,
deceives the police, breaks open the asphalt.
Stay in complete silence, suspend all dealings,
I assure that a flower was born.

Its color is not seen.
Its petals do not open.
Its name is not found in the books.
It's ugly. But it's indeed a flower.

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sexta-feira, 26 de abril de 2013

Como os livros me ajudaram na cura

http://www.booksforbetterliving.com/2013/04/how-books-help-me-heal/?Ref=Email_B2C_4/16/2013 - Acesso em 16 de abril de 2013 - Publicação da tradução autorizada pela autora

Como os livros me ajudaram na cura
Por Rosamund Lupton - 02 de abril de 2013

Livros são uma necessidade para mim, tanto   quanto saber que há comida na geladeira e bandaids no gabinete dos remédios. Eu preciso saber que há um bom livro na minha mesinha de cabeceira. E não estou falando metaforicamente. Quando meus filhos eram pequenos e frequentemente caiam de suas bicicletas, íamos para os hospitais e eu já tinha uma bolsa com coisas básicas prontas para levar se tivéssemos que ir para a sala de emergência. Além de um par de pijamas e uma muda de roupas, havia livros de histórias e um livro de contos para mim (eu era realista acerca de quanto tempo eu teria para ler). Significava que ao invés de  espera interminável, a infelicidade de ter que gastar tempo num lugar em que você não quer estar, o tempo voava a medida que ficávamos ligados com Wild Things ou Lost Boys ao invés de outros pacientes. Eu gostaria de dizer que foi meu filho que me pediu para ler um livro enquanto ele recebia uma injeção, mas de verdade, fui eu, muito recentemente, e a enfermeira, para seu crédito, concedeu-me, como se pacientes sempre pegassem um livro enquanto ela manuseava sua agulha. (Eu recomendo, aliás.)

Books are a necessity to me, just as knowing there’s food in the fridge and band aids in the medicine cabinet  I need to know there’s a good book on my nightstand. (I love that American word.) And I’m not talking metaphorically. When my sons were little, and frequently falling off bikes and getting into the scrapes small boys gets into, I had a bag of essentials ready to take if we had to go to the emergency room. Alongside a pair of pajamas and change of clothes, were children’s storybooks and a book of short stories for me (I was realistic about how much time I’d have to read). It meant that instead of the interminable waiting, the fractious misery of having to spend time in a place you don’t want to be, the time flew past as we hung out with the Wild Things or Lost Boys rather than fellow patients. I’d like to say it was my son who asked to read a book while he was given an injection, but truthfully it was me, quite recently, and the nurse to her credit took it completely in her stride, as if patients always took out a book when she got out her needle. (I recommend it by the way.)

Continuando brevemente no assunto de uso terapêutico dos livros (e não os didáticos), a alguns anos, enquanto eu esperava pelo resultado de uma biópsia, li livros excitantes de capa a capa e serei eternamente grata aos escritores que puderam tirar-me da minha própria realidade e dos terrores que brevemente se ocultaram lá. Eu sei que não é muito justo da minha parte usar grandes livros como se eles fossem apenas um tipo de analgésico -  ou ao extremo, uma válvula de escape. Muitas pessoas tem escrito eloquentemente a respeito do poder dos livros, como eles instruem, elucidam, levam-nos para novas culturas, dão novas experiências e pontos de vantagem, abrem nossas mentes e corações e perfuram nossas almas. Mas como leitores cada um de nós tem nossa narrativa particular para falar acerca de livros.

Continuing briefly on the medical uses of books (and not as textbooks), a few years ago, while waiting for a biopsy result I read gripping novels back to back and will be forever grateful to the writers who could spring me from my own life and the terrors that briefly lurked there. I know it’s not very fair of me to use great books as if they are just some kind of painkiller – or in extremis an escape pod. Many people have written eloquently about the power of books, how they educate, elucidate, take you to new cultures, give you new experiences and vantage points, open your heart and mind and pierce your soul. But as readers we each have our own particular narrative to tell about books.

Eu me lembro quando tive meu primeiro bebê, sentada de madrugada, as luzes ao meu redor todas apagadas, sentindo-me como se fosse a única pessoa em Londres ainda acordada. Eu estava lendo um romance maravilhoso acerca de uma família que emigrava da Irlanda para a America na década de 1840. Eu o tinha começado antes de meu filho nascer e aquela viagem para a América transportou-me de uma mulher jovem e livre para uma mãe preocupada acerca de seu novo bebê no meio da noite. O livro não só me fez parar de me sentir só, aliviou a minha ansiedade acerca de um bebê bem de saúde mas muito digno de preocupação e também proveu continuidade de que eu era e de quem eu sou. Eu gastei três anos estudando Literatura na Universidade de Cambridge, com alguns dos melhores professores do país, mas foi durante aquelas noites escuras que eu descobri a mágica real da leitura. Há um provérbio chinês do qual eu gosto em particular: Um livro é um jardim carregado no bolso. Eu mexo lá ocasionalmente, apenas para ter certeza de que há um livro.

Para saber mais a respeito de Rosamund Lupton, visite rosamundlupton.com

I think back to when I had my first baby, sitting up in the small hours of the night, the lights in the buildings around me all off,  feeling like the only person in London still awake. I was reading a wonderful novel about a family emigrating from Ireland to America in the 1840s. I’d started before my son was born, and that voyage to America carried me through from carefree young woman to a mother fretting over her new baby in the middle of the night. The book not only stopped me feeling alone, soothed my anxiety over a well-but-fretful baby but also provided continuity of who I was and am. I’d spent three years studying literature at Cambridge University, with some of the best professors in the land, but it was during those long dark nights that I discovered the real magic of reading. There’s a Chinese proverb I particularly like: A book is like a garden carried in the pocket. I pat mine occasionally, just to make sure that I have one there.

To learn more about Rosamund Lupton, visit rosamundlupton.com


terça-feira, 23 de abril de 2013

Roda de Leitura A livraria, de Penelope Fitzgerald / Reading circle about Penelope Fitzgerald's The bookshop


Olá, caros leitores!

Ontem realizamos mais uma Roda de Leitura no Espaço Novo Mundo, a respeito da cadeia de produção do livro.

O livro lido para discussão foi A livraria, da autora inglesa Penelope Fitzgerald (1916-2000) publicado originalmente em 1978. A tradução brasileira, de Sonia Coutinho, foi publicada pela Bertrand Brasil em 2000. O presente romance foi baseado em experiência pessoal da autora, que trabalhou numa livraria em Suffolk na década de 60.

A primeira coisa explorada na discussão é que a autora começou tarde sua carreira literária: seu primeiro trabalho foi publicado quando ela já tinha 58 anos de idade.

Perguntei aos presentes o que eles acharam da leitura do livro e muitos comentaram que acharam o livro meio "parado", não havia grandes acontecimentos no enredo. De fato, é um romance muito discreto, muito mais uma crônica de costumes da Inglaterra interiorana de 1959, portanto, pré-Beatles e pré-revoluções de costumes dos anos 60.

A protagonista deste romance é Florence Green, viúva de meia idade que decide abrir uma livraria numa casa abandonada com um porão alagado chamada Old House em sua pequena cidade, a fictícia Hardborough, na região de Suffolk.

Desde a primeira página, a autora faz questão de frisar que uma  das características mais marcantes de Florence é sua bondade, ainda que ela não fosse suficiente para ajudá-la em questões de autodefesa ou sobrevivência. Isso se manifesta na maneira como ela abre e administra o seu negócio. Para quem trabalha ou  já trabalhou em livraria foi chocante ver como a personagem desconhece os procedimentos administrativos e contábeis.


Além disso vemos a oposição ferrenha oferecida por Violet Gamart, que quer a Old House para si, a fim de nela montar um centro de artes. A autora descreve a maneira como ela aproveita suas conexões políticas para tirar a Old House (e a livraria) de Florence. 

Perguntei aos participantes se a livraria de Florence teria sobrevivido sem a conspiração de Violet Gamart e seus aliados e um deles achou que sim, talvez a livraria não prosperasse, mas poderia se manter com poucos lucros. Outros já acharam que não, que a falta de experiência da protagonista fatalmente a levaria ao fracasso.


Apesar de ser um romance sem happy endA livraria serve como estudo de caso para os participantes discernirem o que não deve ser feito na gestão de uma livraria, no tocante a administração de estoque, contratação de recursos humanos, conhecimento da mercadoria, etc.

Para mim, particularmente, o romance tem o mérito de mostrar a livraria como um  negócio, sem idealizações intelectuais.

Depois da discussão a respeito do livro citei alguns outros estudos de caso, como o Shopping Cultural Ática e as livrarias Siciliano.

Imaginem que só depois que eu já estava voltando para casa que eu percebi que não tirei as fotos do encontro!!
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Hello dear readers!
Yesterday Espaço Novo Mundo Nobel Bookstore held again our Reading Circle about book business.

We discussed The bookshop from British author Penelope Fitzgerald (1916-2000), originally published  in 1978. Brazillilan translation from Sonia Coutinho was published by Bertrand Brasil in 2000. This novel was based on personal experience of the author, who worked in a bookshop in Suffolk in the 60's.

The first thing we discussed were the fact that the author started her literary career late in her life: her first work was published when she were 58 years old.

I asked the presents what were their opinion about their reading and many answered that they thought the novel were very bland, they didn't find great happenings in the plot. Indeed the novel is very discreet, it is rather a chronicle of costumes of a provincial England pre Beatles and pre revolutions of the 60's.

The protagonist is Florence Green, a middle-aged widow who decides opening a bookshop in a old and abandoned house in Hardborough, a ficticious seaside city in Suffolk region.

Since the first page the autor tell us that one of most proeminent features of Florence is her kindness, although it isn't very practical when the matter is self-defence. We see it clearly when we read about how she opens and manages her business. For people who currently works or alread worked in a bookstore is shocking to see how the character doesn't know anything about managerial or accountancy procedures.

Besides, we read about the opposition offered by Violet Gamart, who wanted the Old House for herself, in order to install a Arts Center in it. The autor describes the way how she makes good use of her political conections to steal the house (and the bookshop) of Florence.

I asked the participants if Florence could lost her bookshop without Violet's interference and one of them told me that he didn't think so: perhaps Florence wouldn't open new branches of her bookstore but it would survive. Others told me they guessed yes, Florence weren't smart enough to keep it.

Although The bookshop isn't a happilly ever after novel, it served as a case to show us what not to do in a bookstore management. For me this novel has the merit of showing a bookstore as a business, without all that intelectual glamourization.

After discussions about the book we talked about Brazillian cases of bad management that lead  publisher houses and bookstores to bankrupcy, like Shopping Cultural Atica and Livrarias Siciliano.

Imagine that only after I was coming back to my home that I realized that I forgot to take pictures of the meeting!!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Patchwork e encadernação: E os blocos transformaram-se em livros em branco / The patchwork blocks were transformed into blankbooks

Olá, prezados leitores!
Dando prosseguimento a proposta de unir a encadernação artesanal e o patchwork, apresento a vocês os primeiros livros em branco costurados a partir dos blocos cabana de toras e 9 patch.
Quero agradecer publicamente à blogueira canadense PrairiePeasant, que me apresentou  aos livros em branco com capa de tecido. Eu asseguro que seus cadernos são bem mais bonitos que os meus, eu ainda estou aprendendo! 
Confira no  link abaixo:

Hello dear readers!
As I promised last week I show you the blankbooks from the first patchwork blocks: log cabin and 9 patch.
I want to acknowledge the influence I got from canadian blogger PrairiePeasant, who introduced me to soft fabric covers. I can assure  you that her blankbooks are so much better than mine, I am still learning!
See the link below:


Eis os blocos de patchwork que se transformaram em livros em branco:

Here is the patchwork blocks that were transformed into blankbooks:


À capa e contracapa juntei uma camada de manta acrílica e fiz uma quiltagem livre na máquina de costura, tanto para costurar a manta a parte artística quanto  para deixá-la mais bonita. A seguir costurei um forro do mesmo tecido vermelho pelo avesso e virei a peça.

I made a little quilt...

Costurei no pequeno quilt os blocos de papel dobrados e furados usando a técnica longstitch, normalmente usada para costurar livros com capa de couro. A costura longstitch também funciona maravilhosamente com os quilts.

... and I seweed in this quilt the signatures with longstitch, that is usually used to sew leather blank books. Longstich works marvelously with quilts too.

Como vocês podem ver, os blocos são costurados diretamente na peça da capa.

As you can see, the signatures were sew directly in the quilt.

Este é o livro em branco resultante da capa derivada do 9 patch. Nesta peça usei 10 blocos com 10 folhas de papel sulfite dobrado, o que totaliza duzentas folhas. 

This is the blank book from the 9 patch block. I used ten signatures with ten sheets of A4 paper. So this blank book has two hundreds sheets. 




Eu espero que vocês tenham gostado da minha postagem assim como eu gostei de confeccionar estes livros em branco!

I hope you have liked my post as I liked to make this blankbooks!

quarta-feira, 17 de abril de 2013

As cores da feira de domingo / Colors of open fair on Sunday

Olá, caros leitores!!
Deixem-me compartilhar umas fotos lindas que tirei  no domingo de manhã de uma feira livre no centro de Guarulhos. Sempre gostei das feiras livres e não apenas por causa do pastel e do caldo de cana.
Meu pai foi chacareiro e feirante por muitos anos na minha infância, então este tipo de lugar me traz boas recordações.

Hello, dear readers!
Let me share some beautiful pictures I took on Sunday morning when I went to a open fair in Guarulhos downtown. I always liked these kind of market on the street and it isn't only because of pastries and sugar cane juice usually sold there.
My father once worked as a little farmer and made vegetables grow and sold them in these same open fairs in my childhood, so these kind of place bring me good memories.




Percorrendo a feira vi muitos senhores nikkeis trabalhando com verduras e legumes e não pude deixar de pensar: que bom que papai já está aposentado e agora está vendo Globo Rural em casa!! A vida dos feirantes é muito dura!

Walking by the stands I saw many nikkey old men working with vegetables e I coudn't help thinking: how good my papa is already retired and now he is watching Globo Rural at home! The life of open market laborers is very hard!


Fui à feira porque mamãe precisava de alguns artigos japoneses (ela se esquecera de comprá-los no dia anterior) e nesta feira em especial, com certeza haveria uma banca deste tipo de produto. Comprei o que precisava e voltei logo para casa. Um excelente passeio.

I went to the open fair because my mother needed some japanese articles (she forgot to buy them in the day before) and in this market I would surely find one stand wich this kind of food was sold. I bought what I needed and came back home. A excellent stroll.


segunda-feira, 15 de abril de 2013

Patchwork e encadernação: 1os. blocos: evolução / First blocks: evolution

Olá, caros leitores!

Com a correria da semana, receio que só possa trabalhar com os blocos de patchwork aos sábados ou domingos. Neste caso, foi no domingo a noite. 
Minha idéia é transformar os blocos em capas quiltadas, para que depois eu possa costurar os blocos de papel. Ontem eu acoplei as bordas e a parte de trás da capa. 

Hello dear readers!

With all the rush of the midweek, I am afraid that I can only work with the patchwork blocks on Saturdays or Sundays. In this case, I worked Sunday at night.
My idea is transform the patchwork blocks into quilted covers so after this I am going to sew the signatures directly into them. Yesterday I sew the borders and the back cover.


Com o bloco 9 patch a idéia é fazer uma capa com o fundo mais claro, para destacar a figura central. Olhando para a foto, não sei se fiz bem em colocar a faixa escura para marcar a lombada, mas agora já foi. Artesanato também é tentativa e erro!! 

With the 9 patch block the idea is to make a cover with the background colour, in order to make the cross appear better. Seeing the picture later, I doubt if I made right to put the darker stripe, but now, it was already made. Craft is too trying until making right.



Montei as bordas e a parte de trás da capa com o tecido vermelho da parte central da cabana de toras. Ficou bonitinho. 

I placed the borders and the backcover with the red material from the central part of the log cabin. Cute, isn't?


Tanto o catavento quanto a estrela da amizade terão capas de fundo mais escuro, no caso porque a figura geométrica foi confeccionada com o tecido mais claro. 

Both the pinweel and the friendship star are going to have covers with the darker background because the geometric figure was made with the yellow fabric.

Well, it is my first trying in translating my blog. It is for you, Sheila, my international follower!! (for whom I am very grateful)
I am sure that I am going to get better, until there, please forgive me my grammar errors.


segunda-feira, 8 de abril de 2013

Patchwork e encadernação: 1os. blocos: apresentação or First patchwork blocks: introduction

Olá, caros leitores!
Patchwork é uma arte que é, antes de tudo, pura geometria. Uma boa praticante de patch precisa fazer um esboço dos blocos que ela quer fazer, bem antes de começar a manusear os tecidos, sob risco de perdê-los. É preciso fazer cálculos.

Hello dear readers!
Patchwork is an art that is pure geometry. Good apprentices must do a draft of the blocks they want to make, before cutting the fabrics, at risk of losing them. They must calculate!




Os blocos acima são os mais simples, normalmente ensinados nas primeiras aulas e utilizam apenas duas cores de tecido. A medida em que os blocos ficam mais complicados, usa-se mais cores.
Vamos conhecer os blocos?

The blocks above are the most basic, usually taught in the first classes of any patchwork workshop and demand only two colors. As apprentices learn to make more complex blocks, it will be demanded more colors. 
Let's know these blocks?

Este bloco de quadrados chama-se 9 patch. Eu chamaria de 9 pedaços, mas o nome consagrado é o 9 patch mesmo. É bem tranquilo de cortar e costurar pois todos os quadrados são iguais. 

This block only made of squares is called 9 patch. It is very easy to cut and sew because all the squares are equal.

Este é o log cabin (cabana de toras). Normalmente a peça central é vermelha, pois é a "pedra angular" do bloco e precisa se diferenciar dos tecidos claros e escuros. Gosto muito deste bloco pois lembro-me de estar cercada por peças confeccionadas com este padrão na minha infância (quando patchwork era reaproveitar sobras de retalhos, coisa de pobre, e não a arte elitizada que é hoje).

This is the log cabin. Usually the central square is red because it is the cornerstone of this block and it needs to be in a different color between the clear and dark shade fabrics. I like this block very much because in my childhood I saw many pieces of log cabin made for my relatives, when patchwork was a resource used only by poor ladies to repurpose old fabrics or leftovers. Nowadays patchwork is an expensive craft.

Este é o pinwheel ou catavento. Já não é tão simples quanto os blocos feitos de quadrados ou tiras.

This is the pinwheel, that isn't so simple as the others, made from squares or stripes.

E finalmente este é o friendship star ou estrela da amizade. É uma variação do 9 patch.
Preciso confessar que o quadrado central está maior que os quadrados laterais e é por isso que a estrela está torta.

And the last block is the friendship star, that is a 9 patch variation. I must confess that the central square is bigger than the lateral ones and because of this the star is crooked.


Como já disse antes, pretendo fazer uma combinação de patchwork com encadernação artesanal, logo, quem sabe daqui a um tempinho estes blocos não estarão em livros em branco com costura longstitch?

As I have already said, I intend to combine patchwork with handmade bookbinding, so, who knows if briefly these blocks won't  be in blankbooks sewed in longstich bookbinding?


sexta-feira, 5 de abril de 2013

Capa de livro, ou a Bíblia de capa preta: antes e depois

Olá!
Comprei esta Bíblia de Estudo Despertar por ser de tamanho grande -- amigos, é verdade que depois dos 40 anos a visão começa a mudar, e não é para melhor -- e por causa dos comentários a respeito de recuperação de dependências (aprendi que dependência não é só química, a gente pode ficar dependente de trabalho (ser workaholic), de compras, ser leitor compulsivo, etc. e parecer muito "normal".
Pois bem, como falei, comprei esta Bíblia por ser grande e por causa do conteúdo direcionado, mas infelizmente a editora só tinha este modelo grande com capa preta e borda dourada. Particularmente cresci não gostando muito dessa opção de cores, sempre dou preferência a Bíblias com capa vermelha, vinho ou cor de rosa. 


Então resolvi solucionar esta questão que estava me incomodando: do meu estoque de tecidos, escolhi este de alegre motivo de famílias de corujas sobre a árvore.


Como vocês podem ver, caros leitores, a Bíblia ficou bem mais alegrinha com o simpático acessório.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Patchwork e encadernação artesanal: uma proposta

Faz tempo que estou pensando em unir estas duas nobres artes, por enquanto estou relembrando como se faz uns blocos de patchwork (o da foto, por exemplo, é uma tentativa de cabana de toras ou log cabin).
Vejamos no que isso vai dar!