terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Carnaval artístico com Go Carvalho e Carol Passos, os criadores das aquarelas Pestilento / Artistic carnaval with Go Carvalho and Carol Passos, creators of Pestilento Watercolors


Olá, queridos leitores!
Aqui no Brasil e nos noticiários internacionais o Carnaval é destaque, mas como não gosto muito, invisto em outras áreas da vida e da arte.
Pois bem, neste final de semana participei do Bloquinho da Remela e do Pestilento, promovido pelos criadores das Aquarelas Pestilento, numa linda padaria na região da Avenida Paulista.
Já faz algum tempo que os tenho acompanhado no Facebook e nutro por eles uma grande admiração pois, num país onde só se encontra aquarela importada e cara nas lojas de arte, conhecer artistas que fazem sua própria aquarela é fascinante. Para mim, é retornar aos heróicos tempos em que artistas e artesãos dominavam seus ofícios por amor ao que faziam. Nestes tempos massificados, é uma raridade preciosa.

Hello dear readers!
Here in Brazil and in the international news the Carnaval parties are the hotspot, but as I don't appreciate them, I invest my atention and money in other areas of life and art.
So, in this weekend I decided to pay a visit to Remela and Pestilento's party, promoted by the creators of Pestilento Handmade Watercolors, in a very beautiful bakery house nearby Paulista Avenue.
I have followed them in Facebook for some time and I have a great admiration for them because, in a country where I only find foreign and so expensive watercolors brands in art supplies stores, it is so fascinating to meet and to be acquainted with artists that make their own (and high quality) watercolor brand.
For me, who make handmade blank books, it is like to return to that heroic times when artists and artisans mastered their trades because they loved what they make.
In these times of mass market, it is a precious rarity.


Cartaz do Bloquinho da Remela e do Pestilento
Poster of Remela and Pestilento's carnaval party
Carol Passos e Go Carvalho, artistas e criadores das Aquarelas Pestilento
Carol Passos and Go Carvalho, artists and creators of Pestilento Handmade Watercolors



Agora sou a orgulhosa proprietária de tubos de aquarela Pestilento nas cores básicas!
Now I am the proud owner of 3 tubes of Pestilento handmade watercolors in the primary colors!
Primeiro teste com as aquarelas. Fiquei impressionada com os pigmentos!
First test with the watercolors. I was impressed with the pigments!





segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Curso de contação de histórias no Instituto Tomie Ohtake

http://www.institutotomieohtake.org.br/cultura_participacao/palestras_mesas_redondas - Acesso em 20.fev.2017


04, 11, 18 E 25 MARÇO E 01, 08 ABRIL 
DAS 8:30H ÀS 12:30H 
O Instituto Tomie Ohtake e a Arte Despertar oferecem, a partir de 4 de março, um curso gratuito de contação de histórias. A ideia é trabalhar a potencialidade das narrativas de literatura oral como uma ferramenta de aproximação, comunicação e expressão.
As narrativas fazem parte da história da humanidade e trazem em si valores, sonhos, conhecimentos, tradições culturais e sentimentos. Provoca, no contato com o outro, reflexões sobre questões comuns a todos os seres humanos.
Comandadas por uma dupla de experientes contadores de histórias, o curso apresentará fundamentos, técnicas e benefícios de se trabalhar a narrativa oral em diferentes ambientes, assim como a relevância da contação de histórias para o autoconhecimento e o desenvolvimento de competências e habilidades.
O conteúdo programático abordará os vários tipos de histórias - como lendas, mitos, fábulas, história de origem, contos de fadas, entre outros -, a relação com a música, as inúmeras abordagens possíveis para se contar uma história,técnicas como interpretação, oralidade e improvisação, e o papel do contador de história ao longo da história universal.
Serão 24 horas de atividades, divididas em seis aulas teóricas e práticas de 4h cada, nos dias 04/03, 11/03, 18/03, 25/03, 01/04 e 08/04, das 8h30 às 12h30. As atividades são gratuitas, abertas ao público em geral, e as vagas restritas a 25 alunos. As inscrições podem ser feitas a partir do dia 20/02.
Mais informações pelo e-mail setoreducativo@institutotomieohtake.org.br ou pelo telefone (11) 2245 1937.

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Roda de Leitura Ciclo Os animais e nós (Setembroo): Flush, de Virgínia Woolf

Endereços onde são realizadas as Rodas de leitura em 2017:

Arquivo Histórico Municipal - Subsolo do CME Adamastor
Avenida Monteiro Lobato, 734  - Macedo - Guarulhos  

Livraria Nobel no Espaço Novo Mundo
Avenida Salgado Filho, 1453 - Centro - Guarulhos

As Rodas de Leitura tem dois momentos: 
1) A leitura individual do título do mês e 
2) O encontro nos espaços e datas citados. 
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Ciclo Os animais e nós

Setembro
Espaço Novo Mundo: 13 (4a.feira)
Arquivo Histórico: 16 (sábado)


WOOLF, Virginia. Flush: memórias de um cão. Porto Alegre, L&PM. 160p.

Virginia Woolf era uma escritora consagrada quando concebeu Flush, em 1931. Mas em 1931, em pleno verão inglês, deparou-se com a figura de um cão inusitadamente vivo e esperto que brotava da correspondência entre os célebres poetas vitorianos Elizabeth Barrett e Robert Browning. "A imagem do cachorro deles me fez rir tanto que não pude deixar de dar-lhe vida", confessou ela a uma amiga para explicar a gênese do seu mais bem-humorado livro. Publicado pela primeira vez na Inglaterra em outubro de 1933, Flush é a deliciosa e inusitada biografia de um cão. Mostra aventuras e mistérios da existência percebidos através dos olhos do melhor amigo do homem. O personagem central dessa história é um cocker spaniel de origem inglesa. De quebra, Virginia Woolf aproveita para tecer, em estilo deliciosamemente espirituoso e bem-humorado, ácidos comentários sobre a sociedade inglesa e vitoriana e seus valores.

Outubro
Arquivo Histórico: 7 (sábado)
Espaço Novo Mundo: 11 (4a.feira)


APPLEGATE, Katherine. O grande Ivan. Ribeirão Preto, Irado. 288p.

Inspirado na história real de um gorila pintor que viveu grande parte de sua vida na vitrine de um shopping center. O livro aborda a proteção aos animais. A história é contada sob a visão de um gorila. Uma história emocionante, que ajuda os pais a ensinarem a seus filhos sobre ecologia através da sensibilidade e do lúdico.

Novembro
Arquivo Histórico: 18 (sábado)
Espaço Novo Mundo: 22 (4a.feira)


BOULLE, Pierre. O planeta dos macacos. São Paulo, Aleph. 2015. 216p.

Em pouco tempo, os desbravadores do espaço descobrem a terrível verdade: nesse mundo, seus pares humanos não passam de bestas selvagens a serviço da espécie dominante... os macacos. Desde as primeiras páginas até o surpreendente final – ainda mais impactante que a famosa cena final do filme de 1968 –, O planeta dos macacos é um romance de tirar o fôlego, temperado com boa dose de sátira. Nele, o autor revisita algumas das questões mais antigas da humanidade: O que define o homem? O que nos diferencia dos animais? Quem são os verdadeiros inimigos de nossa espécie

Dezembro
Espaço Novo Mundo: 13 (4a.feira)
Arquivo Histórico: 16 (sábado)


BOWEN, James. Um gato de rua chamado Bob. Ribeirão Preto, Novo Conceito. 2014. 240p.

JAMES É UM músico de rua lutando para reerguer-se.

BOB É UM GATO de rua à procura de um lugar quente para dormir. 

Quando James encontra Bob no corredor de seu prédio, não tem ideia do quanto sua vida está prestes a mudar. Ele, despretensiosamente, cuida de Bob e, depois, permite que o gato siga seu caminho, imaginando que nunca o verá novamente. Mas Bob jamais o abandonaria...

Um gato de rua chamado Bob é uma sensação internacional, permaneceu na lista dos mais vendidos na Inglaterra por 52 semanas consecutivas e foi publicado em 26 países ao redor do mundo. 

Uma história comovente de superação sobre uma improvável amizade entre um homem e o gato que o adotou e transformou sua vida completamente.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

As três perguntas, de Jon Muth, baseado em conto de Liev Tolstoy


http://didyouknowfacts.com/books-will-teach-kids-kind/ - acesso em 29.janeiro.2017



MUTH, Jon; ilustrações do autor;  As três perguntas: baseado numa história de Liev Tolstoy. New York, Scholastic, 2002. 32p.

Tradução livre desta que vos escreve em fevereiro de 2017

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Era uma vez um garoto chamado Nikolai, que às vezes se sentia incerto acerca do modo certo de agir.
Eu quero ser uma boa pessoa – Disse ele a seus amigos – Mas nem sempre sei a melhor maneira de agir.
Os amigos de Nikolai compreenderam-no e quiseram ajudá-lo.
Se apenas eu pudesse achar as respostas para as minhas três perguntas – continuou Nikolai – Então eu sempre saberia o que fazer.

1. Qual é o melhor momento para agir?
2. Quem é a pessoa mais importante?
3. Qual é a coisa certa a fazer?

Os amigos de Nikolai consideraram sua primeira questão.
Então Sonia, a garça, disse:
Para saber o tempo certo para agir é preciso planejar antes.
Gogol, o macaco, que havia escavado entre as folhas para achar algo bom para comer, disse:
Você saberá quando agir se você observar e prestar bastante atenção.
Então Pushkin, o cachorro, que estava dormindo, rolou e disse:
Você não pode prestar atenção em tudo. Você precisa de um bando de amigos para manter a vigiância e te ajudar a decidir quando agir. Por exemplo, Gogol, um coco está prestes a cair em sua cabeça!

Nikolai pensou por um momento. Então fez sua segunda pergunta:

Quem é o mais importante?

Aquele que está mais próximo do ceu – rodopiando até lá.
Aquele que sabe como curar os doentes – disse Gogol, apalpando sua cabeça arranhada.
Aquele que faz as regras – rosnou Pushkin.

Nikolai pensou mais um pouco. Então ele fez sua terceira pergunta:

Qual é a coisa certa a fazer?

Voar – disse Sonia.
Divertir-se o tempo todo – riu Gogol.
Lutar – latiu Pushkin.

Então o garoto pensou por um longo tempo. Ele amava seus amigos e sabia que todos eles tentavam seu melhor para ajudá-lo a responder suas questões. Mas suas respostas não pareciam muito certas.

Então teve uma ideia:
Eu sei! Eu vou perguntar ao Leo, a tartaruga. Ele já viveu muito tempo. Certamente ele saberá as respostas que procuro.

Nikolai subiu sozinho às montanhas onde Leo vivia. Quando ele chegou, achou-o cavando um buraco no jardim. Leo era velho e cavar era difícil.
Nikolai disse:
Eu tenho três perguntas e vim para pedir sua ajuda.

1. Qual é o melhor momento para agir?
2. Quem é a pessoa mais importante?
3. Qual é a coisa certa a fazer?

Leo ouviu atentamente, mas só sorriu. Então ele voltou a cavar.
Nikolai disse:
Você deve estar cansado. Deixe-me ajudá-lo.
A tartaruga deu-lhe sua pá e agradeceu a ele.

E porque era mais fácil para um garoto cavar um buraco, Nikolai assim o fez até terminá-lo.
Mas, quando terminou, ventava furiosamente e a chuva explodiu das nuvens escuras.
Enquanto eles correram para se abrigar na casa de Leo, Nikolai ouviu um grito por socorro.

Ele desceu pelo caminho até a floresta, onde achou uma panda com a pata ferida por uma árvore que tinha caído.

Cuidadosamente Nikolai carregou-a até a casa de Leo e fez uma tala para a sua perna com um bastão de bambu.

A tempestade continuava, dava para perceber pelo barulho nas portas e janelas.
A panda acordou e disse:
Onde estou? Onde está o meu filhote?

O garoto saiu correndo e desceu pelo mesmo caminho que levava à floresta. O barulho da tempestade era terrível. Avançando contra o vento uivante e a chuva que o encharcava, ele correu para dentro da floresta. Lá ele achou o filhote da panda, molhado e tremendo de frio.

O pandinha estava assustado, mas vivo. Nikolai o carregou para dentro da casa e o secou, deitando-o nos braços de sua mãe.

Leo sorriu quando viu o que o garoto tinha feito.

Na manhã seguinte o sol esquentava tudo, os pássaros cantavam e tudo estava bem no mundo. A pata da mãe panda estava se curando direitinho e ela agradeceu a Nikolai por te-los salvo da tempestade.

Neste momento Sonia, Gogol e Pushkin chegaram para se certificar que tudo estava bem.

Nikolai seniu uma grande paz dentro de si. Ele tinha amigos maravilhosos. E ele tinha salvado a panda e seu filhote. Mas também se sentiu desapontado. Ele ainda não tinha achado as respostas para as suas três perguntas. Então ele perguntou a Leo mais uma vez.

A velha tartaruga olhou para o garoto e disse:
Mas suas três perguntas foram respondidas!
Foram?
Ontem, se você não tivesse ficado para me ajudar a cavar o meu jardim, você não teria ouvido os gritos da panda por socorro na tempestade. Então, o tempo mais importante foi aquele em que você cavou o jardim. O mais importante naquele momento era eu e a coisa mais importante a fazer era me ajudar com meu jardim.
Mais tarde, quando você socorreu a panda ferida, o tempo mais importante foi o tempo que você gastou consertando sua pata e salvando seu filhote. Os mais importantes foram a panda e seu filhote. E a coisa mais importante a fazer era cuidar deles e mantê-los seguros.

Lembre-se então de que há somente um tempo importante e este tempo é AGORA. O mais importante é sempre COM QUEM VOCÊ ESTÁ. E a coisa certa a fazer É FAZER O BEM A QUEM ESTÁ PERTO DE VOCÊ. Pois estas coisas, querido menino, são as respostas para o que é mais importante neste mundo. É por isso que estamos aqui.



terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Primeira aula de Sumi-e de 2017 / First class of Sumi-e in 2017


Olá, queridos leitores!
Compartilho fotos da produção na 1a. aula de Sumi-e de 2017.
Mais do que aprender formas novas, é bom aperfeiçoar a que já conheço!

Hello dear readers!
I share with you some pictures of what was produced in my first day at Sumi-e classes of Sumi-e in 2017 when instead of learning new shapes, I prefered to do better the themes I already learnt.








sábado, 4 de fevereiro de 2017

Treinando aquarela / Training watercolor


Olá, queridos leitores!
Noites e finais de semana são ótimos para... treinar aquarela!

Hello dear readers!
Nights and weekends are so good to... training how to paint watercolors!


Meu autorretrato favorito: eu, os gatos e as estantes cheias de livros.
Na pintura à esquerda eu usei aquarela Koh-i-noor, na pintura a direito usei aquarela Van Gogh.
My favorite self portrait: me, the cats and the full shelves.
In the painting in the left I used Koh-i-noor watercolor, in the painting in the right I used Van Gogh watercolor.


Aquarelas Koh-i-noor, canetas de nanquin


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

As três perguntas, de Liev Tolstoy / The three questions, by Liev Tolstoy

https://kirakosyanemma.wordpress.com/2013/03/12/thoughts-on-a-story-leo-tolstoy-three-questions/ - acesso em 29.jane.2017

Olá, queridos leitores!
Compartilho com vocês mais um exercício de tradução, desta vez de um conto de Liev Tolstoy chamado As três perguntas. Descobri esta história tocante por meio de uma adaptação juvenil feita pelo autor norteamericano Jon Muth, com belíssimas aquarelas. 
Procurei pelo conto original e achei esta versão em inglês no http://www.online-literature.com/tolstoy/2736/ - Acesso em 12.jan.2017

Eis uma tradução livre, concluída hoje (28 de janeiro de 2017). Acredito que há traduções melhores, feitas por tradutores bem mais experientes, mas se eu não treinar e não expor nunca vou melhorar, certo?
Aproveitem  esta pequena gota da sabedoria de Liev Tolstoy!!

Hello dear readers!
I share with you one of my translation exercises. In your case, I bring the english version of The three questions, by Russian writer Liev Tolstoy. I discovered this tale through an juvenile adaptation from Jon Muth, who made so beautiful watercolors.
I found the english version of this tale in http://www.online-literature.com/tolstoy/2736 in Jan.12th.2017
So here is my free translation. Of course there are better translations, made for professional translators, but I think that if I won't train it and share it , I will never learn how to do it properly, right?
First my tentative translation, the English text is below.
Enjoy!

*****
Ocorreu a um certo rei que se ele sempre soubesse o tempo certo para começar qualquer coisa; se ele soubesse que seriam as pessoas certas para ouvir conselhos e quem seria aquelas que ele deveria evitar, e, acima de tudo, se ele sempre soubesse o que seria a coisa mais importante a fazer, ele nunca falharia em quaisquer coisas que ele pudesse empreender.
E tendo esse pensamento ocorrido, ele proclamou por todo o seu reino que ele daria uma grande recompensa a quem o ensinasse qual seria o tempo certo para toda ação, e quem seria a pessoa  mais necessária e como ele poderia saber qual seria a coisa mais importante a fazer.

E homens instruídos visitaram o Rei mas eles responderam à suas perguntas de modos diferentes:

Em relação a primeira questão, alguns disseram que para conhecer o tempo certo para agir, ele deveria montar, com antecedência, uma tabela de dias, meses e anos e deveria viver de acordo com ela. Só assim, eles disseram, tudo poderia ser feito em seu próprio tempo. Outros declararam que era impossível decidir com antecedência o tempo certo para todas as ações: mas, não se deixando levar por passatempos inúteis, uma pessoa deveria sempre estar atenta a tudo que acontece  e então poderia fazer o que era necessário. Outros disseram que por mais atento que o Rei pudesse ser ao que está acontecendo ao redor, seria impossível para um único homem decidir corretamente o tempo certo para todas as ações, mas que ele deveria ter um Conselho de homens sábios, que o ajudariam a fixar o tempo certo para todas as coisas.

Mas então outros disseram que há coisas que não podiam esperar ser expostas diante de um Conselho, mas mas que deveriam ser decididas de uma vez. Mas para decidir isso, uma pessoa deveria conhecer de antemão o que está acontecendo. Apenas magos sabem dessa forma, então, para conhecer o tempo certo para tudo, o Rei deveria consultar os magos.
Igualmente várias foram as respostas à segunda pergunta. Alguns disseram que as pessoas mais necessárias ao Rei eram seus conselheiros, outros, os sacerdotes, outros, os médicos, enquanto outros disseram que os guerreiros eram o mais necessários;
À terceira pergunta, qual é a mais importante ocupação: alguns responderam que a coisa mais importante no mundo era a ciência. Outros disseram que era a habilidade na guerra, e outros que era a devoção religiosa.
Como todas as respostas eram diferentes, o Rei não concordou com nenhuma delas e  não deu a recompensa a ningúem. Mas ainda desejoso de encontrar as respostas certas às suas perguntas, ele decidiu consultar um eremita, muito reconhecido por sua sabedoria.
O eremita vivia numa floresta que ele nunca abandonava e não recebia ninguém a não ser pessoas comuns. Então o Rei se vestiu com roupas simples e antes que alcançasse o eremita ele desmontou de seu cavalo e deixou para trás seu guarda-costas, avançando sozinho.

Quando o Rei se aproximou, o eremita estava cavando o solo em frente a sua cabana. Vendo o Rei, ele o saudou e continuou cavando. O eremita era frágil e enfraquecido, e a cada vez que ele fincava a enxada no solo e revirava a terra, ele arquejava.

O Rei se aproximou e disse: Eu vim até você, sábio eremita, para lhe pedir que responda três perguntas: Como eu aprendo a discernir o tempo certo para fazer as coisas? Quem são as pessoas das quais mais eu necessito e, por isso, eu deveria lhes prestar mais atenção do que ao restante? E que situações são as mais importantes e que necessitam da minha mais premente atenção?

O eremita ouviu o Rei, mas não respondeu nada. Ele apenas recomeçou a cavar.
-- Você está cansado -- disse o Rei -- deixe-me pegar a enxada e ajudá-lo por enquanto.
-- Obrigado! -- disse o eremita e entregando sua enxada ao Rei, sentou-se no chão.

Quando ele cavou dois canteiros, o Rei parou e repetiu suas perguntas. O eremita novamente não lhe deu nenhuma resposta, mas se levantou, esticou sua mão para a enxada e disse:
-- Agora descanse e deixe-me trabalhar um pouco.

Mas o Rei não lhe devolveu a enxada e continuou a cavar. Uma hora passou, e outra. O sol começou a se por atrás das árvores e o Rei enfim enfiou a enxada na terra e disse:
-- Eu vim a você, homem sábio, por uma resposta às minhas perguntas. Se você não pode me dar nenhuma, diga-me e eu voltarei para casa.
-- Eis alguém que chega correndo -- disse o eremita -- vamos ver quem é.

O Rei se virou e viu um homem barbado correndo da floresta. O homem pressionava suas mãos contra seu estômago e sangue fluia debaixo delas. Quando ele alcançou o Rei, ele caiu no chão gemendo baixinho. O Rei e o eremita desabotoaram sua roupa. Havia um grande ferimento em seu estõmago. O Rei o lavou o melhor que pôde e cobriu-o com seu lenço e com uma toalha que o eremita tinha. Mas o sangue não parava de fluir e o Rei removia repetidas vezes a bandagem encharcada de sangue quente e lavava e cobria a ferida.
Quando por fim o sangue estancou, o homem reviveu e pediu algo para beber. O Rei trouxe água fresca e deu a ele. Enquanto isso o sol se pôs e esfriou. Então o Rei, com a ajuda do eremita, carregou o ferido para dentro da cabana e deitou-o na cama. Deitado o homem fechou seus olhos e ficou quieto, mas o Rei estava tão cansado com sua caminhada e com o trabalho que fizera que ele se sentou encostado no chão junto a porta e também caiu no sono -- ele dormiu  profundamente durante toda a curta noite de verão. Quando ele acordou de manhã nem se lembrava de onde estava ou quem era o homem barbado deitado na cama olhando para ele intensamente com olhos brilhantes.
-- Perdoe-me -- disse o homem barbado numa voz fraca, quando ele viu que era o Rei quem estava acordado e olhando para ele.
-- Eu não te conheço e não tenho nada para perdoar você -- disse o Rei.
-- O senhor não me conhece, mas eu conheço o senhor. Eu sou o seu inimigo que jurou vingança contra o senhor, porque o senhor executou seu irmão e confiscou sua propriedade. Eu sabia que o senhor foi sozinho visitar o eremita e resolvi matá-lo na volta. Mas o dia passou e o senhor não retornou. Então eu saí da minha tocaia para encontra-lo e cruzei com seu guarda-costas e ele me reconheceu e me feriu. Eu escapei dele mas teria sangrado até morrer se o senhor não tivesse feito o curativo na minha ferida. Eu desejava matar o senhor e o senhor salvou minha vida. Agora, se eu me manter vivo, e se o senhor quiser, eu servirei o senhor como seu mais fiel servo, e ordenarei a meus filhos que façam o mesmo. Perdoe-me!
O Rei alegrou-se muito por fazer as pazes com seu inimigo tão facilmente e por te-lo ganho como amigo e ele não só o perdoou como também disse que enviaria seus servos e seu próprio médico para atendê-lo e prometeu devolver-lhe sua propriedade.

Tendo se despedido do homem ferido, o Rei foi até o portão e procurou em volta pelo eremita. Antes de ir embora ele desejava mais uma vez pedir-lhe uma resposta às suas perguntas. O eremita estava fora, de joelhos, semeando nos canteiros que foram cavados no dia anterior.

O Rei aproximou-se dele e lhe disse:
-- Pela última vez, eu suplico a você que responda às minhas perguntas, homem sábio!
-- Suas perguntas já foram respondidas! -- disse o eremita, ainda acocorado e olhando para o Rei, de pé diante dele.
-- Como respondidas? O que você quer dizer? -- perguntou o Rei.

-- Você não vê? -- respondeu o eremita -- Se você não tivesse se apiedado da minha fraqueza ontem, e não tivesse cavado esses canteiros para mim, mas fosse embora, aquele homem teria o atacado e você teria se arrependido de não ter ficado comigo. Então o tempo mais importante foi quando você estava cavando os canteiros, e eu era a pessoa mais importante, e fazer-me o bem era a coisa mais importante a fazer. Depois, quando você viu aquele homem correndo em nossa direção, o momento mais importante foi quando você cuidou dele, pois se você não tivesse feito o curativo, ele teria morrido sem fazer as pazes com você. Então ele era o homem mais importante e o que você fez por ele era a coisa mais importante a fazer. 
Lembre-se então: há apenas um momento que é importante: o agora! É o momento mais importante porque é o único em que você tem poder. A pessoa mais necessária é aquela com quem você está, pois ninguém sabe se ela terá relacionamento com mais alguém e o mais importante a fazer é fazer o bem , porque este é o único propósito pelo qual nós estamos aqui.
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It once occurred to a certain king, that if he always knew the right time to begin everything; if he knew who were the right people to listen to, and whom to avoid; and, above all, if he always knew what was the most important thing to do, he would never fail in anything he might undertake.
And this thought having occurred to him, he had it proclaimed throughout his kingdom that he would give a great reward to any one who would teach him what was the right time for every action, and who were the most necessary people, and how he might know what was the most important thing to do.
And learned men came to the King, but they all answered his questions differently.

In reply to the first question, some said that to know the right time for every action, one must draw up in advance, a table of days, months and years, and must live strictly according to it. Only thus, said they, could everything be done at its proper time.

Others declared that it was impossible to decide beforehand the right time for every action; but that, not letting oneself be absorbed in idle pastimes, one should always attend to all that was going on, and then do what was most needful. Others, again, said that however attentive the King might be to what was going on, it was impossible for one man to decide correctly the right time for every action, but that he should have a Council of wise men, who would help him to fix the proper time for everything.

But then again others said there were some things which could not wait to be laid before a Council, but about which one had at once to decide whether to undertake them or not. But in order to decide that, one must know beforehand what was going to happen. It is only
magicians who know that; and, therefore, in order to know the right time for every action, one must consult magicians.
Equally various were the answers to the second question. Some said, the people the King most needed were his councillors; others, the priests; others, the doctors; while some said the warriors were the most necessary.
To the third question, as to what was the most important occupation: some replied that the most important thing in the world was science. Others said it was skill in warfare; and others, again, that it was religious worship.
All the answers being different, the King agreed with none of them, and gave the reward to none. But still wishing to find the right answers to his questions, he decided to consult a hermit, widely renowned for his wisdom.

The hermit lived in a wood which he never quitted, and he received none but common folk. So the King put on simple clothes, and before reaching the hermit's cell dismounted from his horse, and, leaving his body-guard behind, went on alone.
When the King approached, the hermit was digging the ground in front of his hut. Seeing the King, he greeted him and went on digging.
The hermit was frail and weak, and each time he stuck his spade into the ground and turned a little earth, he breathed heavily.
The King went up to him and said: "I have come to you, wise hermit, to ask you to answer three questions: How can I learn to do the right thing at the right time? Who are the people I most need, and to whom should I, therefore, pay more attention than to the rest?
And, what affairs are the most important, and need my first attention?"
The hermit listened to the King, but answered nothing. He just spat on his hand and recommenced digging.

"You are tired," said the King, "let me take the spade and work awhile for you."
"Thanks!" said the hermit, and, giving the spade to the King, he sat down on the ground.
When he had dug two beds, the King stopped and repeated his questions. The hermit again gave no answer, but rose, stretched out his hand for the spade, and said:

"Now rest awhile-and let me work a bit."
But the King did not give him the spade, and continued to dig. One hour passed, and another. The sun began to sink behind the trees, and the King at last stuck the spade into the ground, and said:
"I came to you, wise man, for an answer to my questions. If you can give me none, tell me so, and I will return home."


"Here comes some one running," said the hermit, "let us see who it is."


The King turned round, and saw a bearded man come running out of the wood. The man held his hands pressed against his stomach, and blood was flowing from under them. When he reached the King, he fell fainting on the ground moaning feebly. The King and the hermit unfastened the man's clothing. There was a large wound in his stomach. The King washed it as best he could, and bandaged it with his handkerchief and with a towel the hermit had. But the blood would not stop flowing, and the King again and again removed the bandage soaked with warm blood, and washed and rebandaged the wound.


When at last the blood ceased flowing, the man revived and asked for something to drink. The King brought fresh water and gave it to him. Meanwhile the sun had set, and it had become cool. So the King, with the hermit's help, carried the wounded man into the hut
and laid him on the bed. Lying on the bed the man closed his eyes and was quiet; but the King was so tired with his walk and with the work he had done, that he crouched down on the threshold, and also fell asleep--so soundly that he slept all through the short summer
night. When he awoke in the morning, it was long before he could remember where he was, or who was the strange bearded man lying on the bed and gazing intently at him with shining eyes.


"Forgive me!" said the bearded man in a weak voice, when he saw that the King was awake and was looking at him.

"I do not know you, and have nothing to forgive you for," said the King.
"You do not know me, but I know you. I am that enemy of yours who swore to revenge himself on you, because you executed his brother and seized his property. I knew you had gone alone to see the hermit, and I resolved to kill you on your way back. But the day passed and you did not return. So I came out from my ambush to find you, and I came upon your bodyguard, and they recognized me, and wounded me. I escaped from them, but should have bled to death had you not dressed my wound. I wished to kill you, and you have saved my life. Now, if I live, and if you wish it, I will serve you as your most faithful slave, and will bid my sons do the same. Forgive me!"


The King was very glad to have made peace with his enemy so easily, and to have gained him for a friend, and he not only forgave him, but said he would send his servants and his own physician to attend him, and promised to restore his property.
Having taken leave of the wounded man, the King went out into the porch and looked around for the hermit. Before going away he wished once more to beg an answer to the questions he had put. The hermit was outside, on his knees, sowing seeds in the beds that had been dug the day before.

The King approached him, and said:
"For the last time, I pray you to answer my questions, wise man."
"You have already been answered!" said the hermit, still crouching on his thin legs, and looking up at the King, who stood before him.
"How answered? What do you mean?" asked the King.
"Do you not see," replied the hermit. "If you had not pitied my weakness yesterday, and had not dug those beds for me, but had gone your way, that man would have attacked you, and you would have repented of not having stayed with me. So the most important time
was when you were digging the beds; and I was the most important man; and to do me good was your most important business. Afterwards when that man ran to us, the most important time was when you were attending to him, for if you had not bound up his wounds he would have died without having made peace with you. So he was the most important man, and what you did for him was your most important business. 

Remember then: there is only one time that is important: Now! It is the most important time because it is the only time when we have any power. 

The most necessary man is he with whom you are, for no man knows whether he will ever have dealings with any one else: and the most important affair is, to do him good, because for that purpose alone was man sent into this life!"